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Como escolher um estúdio fotográfico com cozinha em Lisboa

Como escolher um estúdio fotográfico com cozinha em Lisboa

Produzir fotografia ou vídeo gastronómico exige mais do que encontrar um espaço visualmente apelativo. É necessário cozinhar, empratar, montar cenários, controlar a iluminação e coordenar diferentes profissionais.

Na minha experiência, a escolha de um estúdio fotográfico com cozinha deve considerar a funcionalidade, a infraestrutura técnica e a capacidade para responder às necessidades reais da produção.

Neste guia, partilho os principais aspetos que considero antes de reservar.

1. Definir o tipo de produção

Antes de comparar espaços, considero essencial perceber exatamente o que será produzido.

As necessidades variam entre packshots alimentares, campanhas gastronómicas, vídeos de receitas, conteúdos para redes sociais, workshops ou produções com chef.

Uma sessão de produto pode precisar sobretudo de uma área de preparação e de um set controlado. Já um vídeo de receitas exige uma cozinha funcional, circulação em redor da bancada, condições para captação de som e espaço para vários ângulos de câmara.

Recomendo preparar um briefing com os objetivos, os conteúdos a produzir, a dimensão da equipa, o equipamento e a duração estimada. Assim, torna-se mais fácil confirmar se o espaço é adequado e obter uma proposta rigorosa.

2. Confirmar se a cozinha é realmente funcional

Fotografia 2 - Chef em preparação

Nem todas as cozinhas de estúdio foram concebidas para cozinhar. Algumas funcionam sobretudo como cenário e podem não oferecer as condições necessárias para preparar receitas ou conservar ingredientes.

Numa produção gastronómica real, considero importante confirmar:

  • forno e placa;
  • frigorífico e congelador;
  • lava-loiça e água quente;
  • bancadas de preparação;
  • tomadas elétricas;
  • ventilação ou extração;
  • espaço para utensílios e pequenos eletrodomésticos.

Também avalio a dimensão útil das bancadas. Uma cozinha aparentemente ampla pode tornar-se limitada quando recebe ingredientes, loiça, equipamento e vários elementos da equipa.

A facilidade de limpeza entre receitas também é importante. Manter as áreas de trabalho organizadas tem impacto direto na eficiência da produção.

3. Avaliar o fluxo entre cozinha e set

A proximidade entre a cozinha e a zona de captação é um dos aspetos mais importantes numa produção gastronómica.

Alguns alimentos alteram rapidamente a sua aparência. Quanto mais complexo for o percurso até ao set, mais difícil será captá-los no momento certo.

Procuro um fluxo simples entre preparação, confeção, empratamento, styling e captação. Idealmente, devem existir zonas distintas para cozinha, food styling, armazenamento, equipamento técnico e fotografia ou vídeo.

Esta organização permite que diferentes profissionais trabalhem em simultâneo.

4. Garantir espaço para equipa e equipamento

Fotografia 3 - Espaço do estúdio

Uma produção gastronómica raramente envolve apenas o fotógrafo e o produto.

Podem estar presentes fotógrafo, assistente, videógrafo, chef, food stylist, produtor e cliente, além de luzes, câmaras, fundos, props e material de cozinha.

Ao avaliar um estúdio, procuro perceber:

  • a área disponível em redor do set;
  • o pé-direito e as zonas de circulação;
  • o espaço para iluminação;
  • as áreas de apoio e armazenamento;
  • a possibilidade de manter vários setups montados.

Um espaço amplo quando está vazio pode tornar-se apertado durante uma produção completa. Recomendo comunicar antecipadamente a dimensão da equipa e o equipamento previsto.

5. Analisar a luz, o vídeo e a infraestrutura técnica

A luz natural pode ser uma vantagem, sobretudo quando procuro uma linguagem orgânica ou editorial. No entanto, é necessário conseguir controlá-la.

Analiso a orientação das janelas, a qualidade da luz ao longo do dia, a possibilidade de a bloquear ou difundir e o espaço disponível para iluminação artificial. Em produções longas, a luz artificial ajuda a manter consistência entre imagens.

Quando a produção inclui vídeo, avalio o ruído exterior, a ventilação, o espaço para microfones, os movimentos de câmara, a gravação em plano superior e a criação de conteúdos horizontais e verticais.

Confirmo também a potência elétrica, a distribuição das tomadas, a ligação à internet, a climatização e as condições de segurança. Iluminação, câmaras, computadores, fornos e outros equipamentos podem funcionar em simultâneo.

Um estúdio adequado a fotografia nem sempre está preparado para vídeo. Esta diferença deve ser verificada antes da reserva.

6. Procurar flexibilidade visual

Considero que uma produção é mais eficiente quando permite criar diferentes imagens no mesmo local.

As marcas precisam frequentemente de conteúdos para website, redes sociais, publicidade, e-commerce e plataformas de delivery. Por isso, valorizo estúdios com superfícies variadas, fundos neutros, mesas ou bancadas móveis, áreas lifestyle, mobiliário e possibilidade de construir pequenos cenários.

Esta flexibilidade ajuda a rentabilizar o dia e a criar conteúdos variados sem mudar de localização.

7. Considerar acessos e apoio do estúdio

As produções gastronómicas envolvem ingredientes, produtos refrigerados, loiça, câmaras, iluminação e cenografia. Em Lisboa, onde estacionamento e acessos podem ser condicionados, esta logística deve ser planeada.

Recomendo confirmar as condições para cargas e descargas, a distância entre o veículo e a entrada, a existência de escadas ou elevador, o estacionamento próximo e os horários de acesso.

O valor de um estúdio não está apenas no espaço físico. Uma equipa experiente pode antecipar necessidades e resolver questões logísticas com maior rapidez.

8. Fazer uma visita técnica

As fotografias e plantas ajudam, mas nem sempre mostram todas as características do espaço.

Para produções de maior dimensão, recomendo uma visita técnica para confirmar medidas, acessos, posições de câmara, tomadas, ruído, condições de luz e áreas de apoio.

Quando não é possível visitar presencialmente, aconselho pedir vídeos atualizados, plantas, medidas e uma lista do equipamento disponível.

Um estúdio preparado para produção gastronómica em Lisboa

Fotografia 4 - Preparação foodstylist

Quando criei o Simon Says Studio, procurei desenvolver um espaço pensado para produções que cruzam gastronomia, fotografia e vídeo.

Localizado em Lisboa, o estúdio dispõe de duas cozinhas equipadas, diferentes áreas de trabalho e espaço para receber equipas de produção, marcas, chefs, fotógrafos e videógrafos.

Além do aluguer, desenvolvo projetos de fotografia gastronómica, produto, vídeo, receitas e workshops.

Cada produção tem necessidades próprias. Por isso, antes de confirmar uma reserva, procuro compreender o formato do projeto, a dimensão da equipa e os requisitos técnicos envolvidos.

Conclusão

Na minha perspetiva, escolher um estúdio fotográfico com cozinha não consiste apenas em encontrar um espaço bonito.

A funcionalidade da cozinha, o fluxo de trabalho, a área disponível, o controlo da luz, as condições para vídeo, a infraestrutura técnica e a logística podem influenciar todo o processo.

Antes de reservar, recomendo preparar um briefing, confirmar as condições técnicas e, sempre que possível, realizar uma visita ao estúdio.

Para conhecer o Simon Says Studio, verificar a disponibilidade do espaço ou marcar uma visita técnica, entre em contacto através do formulário de aluguer.

Jorge Simão

Jorge Simão

Fotógrafo profissional com mais de 30 anos de experiência em publicidade, gastronomia, retrato e produto.

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